O que o estresse faz com você e saiba como se sair dele

Olá, Tudo bem?

Hoje vou falar um pouco sobre o que o estresse faz com você caso não aprenda a se conciliar com ele.

Vou contar o caso da Carmem, uma acadêmica estressada que superou suas dificuldades nos estudos.

Vou te dizer ainda mais …

  • o que é o estresse (em termos fisiológicos) e o que ele faz com sua saúde;
  • a forma como você interpreta a situação estressante é o que adoece você;
  • mindfulness como ferramenta para reduzir os efeitos do estresse.

A história de Carmem

Carmem de 23 anos é uma universitária e tem uma rotina bem agitada.

Trabalha à tarde e à noite e, em dias alternados, tem aula na faculdade. No período de provas se sente sobrecarregada física e emocionalmente porque tem falta de concentração e a memória falha, tendo que ler o mesmo texto duas ou três vezes para fixar o conhecimento.

Carmen pensa demais no que tem de fazer durante o dia, se tornando muitas vezes improdutiva, pois não sabe o que fazer primeiro.

Diante de muitas tarefas não sabe qual priorizar, porque acha que tudo é urgente e se perde em meio à confusão de ideias e emoções.

Está começando a ter sintomas de estresse como insônia e dores de cabeça. De uns tempos para cá, vem se autocriticando muito e duvidando da sua competência para assumir tanta coisa.

Sente que não consegue relaxar mesmo em um happy hour com os colegas e sua autoestima vem se deteriorando.

Carmen está em processo de estresse contínuo e persistente.

Ela está prestes a adoecer de exaustão.


O que é o estresse (em termos fisiológicos) e o que ele faz com sua saúde

O estresse é um resposta fisiológica normal do organismo acionada quando você sente uma ameaça física ou psicológica. O corpo se prepara para lutar (enfrentar) ou fugir, alterando funções cerebrais, metabólicas e comportamentais para se adaptar à nova situação.

Quando você se adapta à situação o organismo retorna ao seu equilíbrio. Isso é um estresse “do bem”, chamado de “eustress”. Nesta fase há uma dose extra de energia que motiva o indivíduo a encarar o desafio e a se concentrar para dar o melhor de si na tarefa.

Para Carmen, o eustress seria a motivação em estudar algo importante na faculdade que seja aplicado ao seu trabalho. Hormônios importantes como adrenalina e cortisol a deixam alerta para aprender melhor e a ter boa memória.

Contudo, a não adaptação às situações estressoras prolonga além do necessário essa enxurrada neuroquímica, e traz reações que fazem mal ao organismo. Isso é chamado de “distress”.

Para Carmen, o distress seria fazer uma prova sem ter estudado.

O distress está na base de várias condições crônicas de saúde, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão e dor crônica.

Também afeta a produtividade, desgasta as relações pessoais e profissionais em empresas e reduz o desempenho escolar e acadêmico dos alunos.

Este vilão gera perda social e econômica devido às incapacidades nas atividades diárias. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o efeito de uma saúde mental debilitada causa uma perda econômica de US$ 1 trilhão para o mundo.

Carmen já manifestava problemas de insônia e dores de cabeça, pensava em sair da faculdade e estava temerosa em afetar o desempenho no trabalho.

Toda vez que Carmen se deparava com um evento desafiador em seu dia, seu organismo iniciava uma cascata de pensamentos negativos e autocríticos seguido de emoções difíceis que disparavam a reação de distress.

Pensamentos como : “Por que não consegui estudar?”, “Será que vou conseguir passar nesta disciplina?”, “Não sou muito boa mesmo nesta matéria.” são verdadeiramente  ameaçadores, pois o cérebro não consegue separar o que é real do que é imaginário.

Neste processo entram em cena os hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol, que vão provocar reações no corpo que o preparam para enfrentar a ameaça ou fugir dela, como coração disparado, respiração ofegante, sudorese nas mãos ou pés, tensão muscular, etc.

Como Carmen pensa muito desta forma, esse alarme está sendo constantemente disparado. Seu cérebro entende que deve agir desta forma sempre que for confrontado, criando assim um hábito.

Assim, o sistema de estresse da Carmem é ativado por hábito. Ela não se lembra mais como acessar o sistema de relaxamento.


A forma como você interpreta a situação estressante é o que adoece você

Carmem precisa enfraquecer o hábito de ver o estresse com a lente da negatividade.

Aprender a ter consciência do gatilho disparado é o passo inicial. O que originou o fato estressante?, de onde partiu?, quem são os personagens da situação?, qual a reação habitual?

Então tudo depende de como Carmen percebe a situação estressora. Neste caso, um pensar consciente sobre o fato (avaliação cognitiva) enfraquece a corrente de pensamentos, emoções e reações automáticas e abre espaço a uma escolha para agir diferente.

Por exemplo, ela pode não acreditar muito nos pensamentos e, desta forma, conseguir estudar para a prova sem ser perturbada pelo excesso de preocupação.

A forma como Carmen se adapta à situação estressora importa muito, pois pode ser benéfica ou danosa à saúde e ao bem-estar.

Se ela encara a prova (o gatilho do estresse) como um desafio,  aceitando e respeitando seus limites físicos e psicológicos (impostos pelas condições em que vive), ela tem mais chances de tirar uma boa nota, acreditar em si e sair com a saúde intacta.

Se ela tiver medo da prova (aversão) ou apego ao fato de não conseguir estudar por falta de tempo, muito provavelmente não terá êxito e enfraquecerá sua autoestima.


Mindfulness como ferramenta para reduzir os efeitos do estresse

Mindfulness é uma ferramenta que promove esta mudança de atitude diante de um estressor. Com isso, altera a função cerebral do estresse crônico e restabelece a homeostase interna do organismo em direção ao bem-estar.

Muitas pessoas vivem vidas muito estressantes e são esmagadas pelo ritmo de vida frenético e caótico, como Carmen.

Contudo, à medida que as pessoas se conscientizam do processo do estresse – gatilhos, conteúdos mentais, emoções decorrentes, sintomas e incapacidades nas atividades da vida diária – há terreno propício para controlar ou curar os efeitos danosos na saúde.

A neurociência mostra que a prática regular da atenção plena pode aumentar o tamanho das áreas cerebrais associadas à avaliação cognitiva ponderada, ao aprendizado e à memória, além de encolher aquelas ligadas ao estresse e à ansiedade.

Carmen fez um treinamento em mindfulness para alunos na sua faculdade e me disse posteriormente como melhorou sua concentração e memória e como não se distraía com facilidade durante as aulas e os estudos em casa. Seu desempenho havia melhorado sensivelmente, bem como sua autoestima.

Levar algum tempo para si mesmo pode trazer grandes benefícios. Neste caso, Carmen só precisou de 4 semanas.


E aí…

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