4 de setembro de 2018
Saiba a diferença entre empatia e compaixão (e treine um pouco !)

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por Centro Cearense de Mindfulness

 


 

Olá tudo bem?

Você sabia que a comunicação na modernidade carece de empatia?

E que um olhar compassivo direcionado a si mesmo e ao outro pode apaziguar muitos conflitos?

Mas qual a diferença entre empatia e compaixão?

Neste post saiba :

  • O que é empatia?
  • O que é compaixão;
  • Treinar a compaixão até se tornar um hábito;
  • Respiração compassiva com mãos no coração – uma técnica simples.

 


 

O que é empatia?

 

Empatia é a capacidade de você compartilhar da mesma experiência afetiva da pessoa com a qual você se relaciona no momento com uma postura de gentileza e consideração.

Envolve sentir o que os outros sentem.

Por exemplo, quando você ouve atentamente um cliente, um subordinado ou um colega de trabalho, esforçando-se para compreender o problema do outro tanto no nível cognitivo quanto no visceral e com uma atitude de aproximação, gentileza e amorosidade, você está demonstrando empatia.

Você também demonstra empatia quando é capaz de observar um ente querido com dor e “sentir” o sofrimento dele sem necessariamente vivenciar o estímulo sensorial, mas compartilhando o interesse pelo sofrimento.

 

A diferença básica entre compaixão e empatia envolve o componente da ação.

 


 

O que é compaixão?

 

A compaixão é um estado mental dotado de sentido de preocupação pelo sofrimento dos outros (empatia) e a aspiração a ver esse sofrimento aliviado.

Uma das definições mais aceitas é o sentimento que surge ao se presenciar o sofrimento do outro e que implica um desejo de ajudar.

É composto por três elementos :

  • Cognitivo : “Eu compreendo”;
  • Afetivo: ”Sinto o que você sente”;
  • Motivacional: “Quero ajudá-lo”.

Esta estrutura revela que a compaixão tem o componente de humildade (cognitivo e afetivo) e o da ambição (aspecto motivacional) na direção de um Bem Maior.

 


 

Treinar a compaixão até se tornar um hábito

 

Empatia e compaixão podem ser treinadas e se tornarem um hábito mental.

Em qualquer técnica para fortalecer a compaixão, o foco da atenção deverá ser na(s):

  • experiência de dizer as frases compassivas;
  • sensações corporais quando as frases são repetidas.

 


 

Respiração compassiva com mãos no coração

 

Aqui está uma técnica bem simples que pode ser usada em momentos em que você se sinta angustiado(a), ressentido(a) ou magoado(a).

Também para dar a você autogentileza e amorosidade toda vez que se sinta culpado(a) e se autocritique exageradamente.

Vamos a ela!

 

O Começo :

 

Coloque ambas as mãos sobre seu coração.

Sinta calor de suas mãos. Aprecie a sensação de calor.

Perceba a pressão suave de suas mãos sobre seu peito.

Agora sinta seu peito subindo e descendo sob suas mãos enquanto respira.

Sinta o ritmo cadenciado e tranqüilizante de sua respiração por alguns minutos.

 

Divagação :

 

Ao tomar consciência do devaneio, não se critique, e compreenda que faz parte da natureza da mente divagar. Então, com gentileza, retorne a atenção para a sua respiração.

 

Finalize com frases de equanimidade :

 

Repita as seguintes frases lenta e silenciosamente para si mesmo:

“Que esteja tudo bem comigo.”

“Que eu possa viver feliz e saudável.”

“Que eu esteja em paz.”

 

Para finalizar, inclua a percepção do corpo inteiro e tenha presente essa consciência gentil com você mesmo e com qualquer pessoa que conversar nas próximas horas.

 


 

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Até o próximo encontro!

 


 

Referências

 

Demarzo, Marcelo e Garcia-Campayo, Javier. Manual prático mindfulness – curiosidade e aceitação: Palas Athena, 2015.

Marturano, Janice. Mindfulness na liderança. Como criar espaço interior para liderar com excelência. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

Morgan, William D; Morgan, Susan T; Germer, Christopher. Cultivar a atenção e a compaixão. IN. Germer, Chistopher. Mindfulness e psicoterapia. –  2ª edição – Porto Alegre: Artmed, 2016, p.92

Tan, Chade-Meng. Busque dentro de você. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2014.

 


 

 
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