21 de abril de 2015
Mindfulness : um protocolo engessado ou “ acho que você leu pouco?”

Olá,

Será que Mindfulness como terapia se reduz a um protocolo engessado, que pode ser aplicado extraindo o “princípio ativo” de técnicas meditativas?

Será que qualquer pessoa que pratica meditação há longos anos pode se aventurar a fazer grupos terapêuticos baseados no MBSR de Jon Kabat-Zinn?

Gostaria de compartilhar com vocês este email que retrata uma aplicação de Mindfulness:

 


Recebemos esta dúvida do José ( nome fictício )

Mensagem enviada por: José
mensagem: Oi boa tarde, tenho depressão, no momento estou fazendo o “tratamento convencional” Psiquiatra (Escitalopram 20mg) + Psicóloga (Psicoterapia TCC). A Mindfulness pode me ajudar? De que forma?

Nossa Resposta :

Olá José,

Como você está em fase de manutenção da depressão, um programa de Mindfulness seria interessante pra vc.
Caso esteja numa fase aguda, no auge de uma crise, sugiro aguardar até que esteja bem e em condições de fazer os exercícios propostos.

Na realidade, você passa por um processo de oito semanas, uma vez, durando 2h e despertando  sua atenção e consciência para o momento presente.

Geralmente, a pessoa com ansiedade tende a pensar muito no futuro e as com depressão remoer o passado.

A habilidade de se estar no presente faz com que entendamos e experienciemos o funcionamento da nossa mente nessas condições.

Vale a pena você se engajar em um programa ou grupo.

Em Sao Paulo, há o grupo Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde (www.mindfulnessbrasil.com)

Caso leia em inglês, há o livro the Mindful way through depression – Mark Williams, Jon Kabat-zinn entre outros ( amazon.com)

Em português, Viver Agora da Sara Silverton – ed.Alaúde

Qualquer dúvida, estamos à disposição.

Centro Cearense de Mindfulness


 

Estamos próximos ao início da Capacitação em Mindfulness Aplicado à Saúde e RH – 40hs e nestes dias estou antecipando algum material que possa levar os inscritos a refletir criticamente sobre o Movimento Mindfulness.

 

Se você achar que um programa de Mindfulness pode ser feito por qualquer um de qualquer maneira, você pode ter uma surpresa desagradável ao se deparar com infindáveis situações em que não saberá onde se encaixam os conceitos sutis desta abordagem em seus atendimentos, condução de grupos ou gestão de equipes, tendo poucos resultados e desacreditando a proposta.

 

Saber o que é e o que não é Mindfulness nas situações da vida diária já é um grande passo para iniciar sua compreensão.

 

Contudo, as intervenções baseadas em Mindfulness necessitam de capacitação e formação adequadas; atualizações e releituras constantes; acesso à literatura científica atual e a grupos de vivências regulares; investigação do nosso mundo interno e externo para aprimorar técnicas, discursos e metodologias pessoais e profissionais.

 

Enfim, O José necessita desta terapia de autorregulação mente-corpo ministrada por profissionais com treinamento e estudo persistentes, não se configurando, pois, autoajuda em seu sentido pejorativo.

 

Neste sentido, quero que acessem esse artigo no link abaixo do meu amigo Tiago Tatton, pesquisador, psicólogo e integrante do Iniciativa Mindfuness, intitulado “ Acho que você leu pouco” que dá argumentos robustos de que a compreensão de Mindfulness necessita de bastante estudo, leitura e (principalmente) vivência.

“Acho que você leu…pouco”

Até a próxima!!

Arte do amigo Zen Lui Duarte – “Por isso corro demais”

 

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