1 de junho de 2019
Dia 3 – Divirta-se caminhando

Por Áthila Campos, PhD

Foto: Daniel Reche from Pexel

Série – Aprecie o momento presente

Dia 3 – Divirta-se caminhando

Saia para fazer uma caminhada, sem tentar chegar a lugar algum.

Neste Dia 3 de prática, reserve um momento para se conectar ao seu corpo,  à sua respiração e ao ambiente à sua volta através de uma caminhada.

Saboreie o momento com esta meditação elaborada por Jon Kabat-Zinn.

Experimente caminhar em atenção plena.

Divirta-se caminhando

Mas, antes de fazê-la, siga essas breves instruções.

Você pode praticar a caminhada ouvindo o áudio. Com o tempo, a ideia é deixá-lo de lado para um contato mais profundo com você e o seu entorno.

A primeira coisa a ter em mente é que, no fundo, a consciência que estamos cultivando é a mesma que a prática da atenção plena na respiração ou no corpo, exceto por uma coisa: você está andando.

Seu corpo é o mesmo, sua mente é a mesma. Só que agora você está caminhando. A diferença de uma caminhada comum é que, desta vez, você não vai a lugar nenhum. Não há um lugar a chegar ou a alcançar. Em vez disso, você está praticando estar presente a cada passo. Nós trazemos a mesma qualidade de intenção e atenção para a caminhada como para as outras práticas. A meditação da caminhada formal é uma oportunidade de trazer consciência a um elemento da vida diária em que normalmente nos envolvemos de forma extremamente automática: o ato de caminhar. É uma forma de alternar com as práticas sentada ou deitada.

Realmente, você não vai a lugar algum. Em vez disso, é a prática de estar presente a cada passo.

Sugiro que você encontre um ambiente adequado para praticar, de modo que possa caminhar para trás e para frente em um lugar relativamente calmo e seguro, e no qual você não seja perturbado ou até mesmo observado. Isso porque o caminhar lento e formal pode parecer extremamente estranho às pessoas que não estão familiarizadas com isso.

Você pode praticar a meditação andando dentro ou fora da natureza. O trajeto não precisa ser muito longo, já que você não vai a lugar algum. Apenas o suficiente para dar dez ou quinze passos, mais ou menos.

Então pare, fique em pé e respire pelo tempo que quiser, caminhe até a extremidade, depois vire e volte na direção oposta do trajeto onde você pode parar novamente, ficar um pouco em pé e respirar tranquilamente. Então, quando você estiver pronto, vire-se mais uma vez com atenção e continue caminhando, passo a passo, momento a momento.

Você pode andar em qualquer velocidade, mas dê preferência a andar mais devagar, dando pequenos passos e estando em contato com pelo menos quatro componentes básicos de um único passo: 1) O levantamento de um pé, 2) o movimento dele um pouco à frente de onde você está, 3) a colocação dele primeiro com o calcanhar no chão, e 4) então o deslocamento do peso do corpo para a perna dianteira enquanto o calcanhar do pé de trás e os dedos do pé permanecem tocando o chão.

Então o ciclo continua, enquanto nós agora levantamos totalmente o pé de trás, observamos enquanto ele balança para frente e abaixa, fazendo contato primeiro com o calcanhar no chão. E então, o peso muda para aquele pé enquanto o corpo se move para frente. E assim caminhamos, muito lentamente, sentindo o que está envolvido, momento a momento e passo a passo.

Quanto às mãos e aos braços, você pode mantê-los atrás das costas ou à sua frente, ou deixá-los ficar ao seu lado – o que for mais confortável e natural. A caminhada é um convite para que a consciência possa permear todo o corpo enquanto caminha, assim como sentado, deitado ou em pé.

Existem dimensões diferentes da nossa experiência interior que podemos presenciar enquanto caminhamos, incluindo a respiração e como ela se move com o corpo passo a passo. A variedade de sensações nos pés e nas pernas, ou o senso do corpo como um todo andando, a cabeça equilibrada no pescoço e nos ombros e o olhar fixo em uma direção para frente. Não é um passeio turístico, então mantemos os olhos focados à nossa frente. Ver com equanimidade, seja qual for a paisagem que nos é apresentada. Podemos certamente focar em nossos pés e senti-los em contato com o chão ou a terra. Mas não há necessidade de olhar para os seus pés. Eles sabem muito bem onde estão. Isso faz parte do nosso maravilhoso senso de propriocepção.

A caminhada deve ser lenta, mas natural. Não se trata de andar de maneira estilizada ou exagerada, é apenas andar e saber que você está andando. Você pode ter a consciência dos pés beijando a Terra a cada passo e sentindo que a Terra está acolhendo, em uma reciprocidade de contato. Você pode sentir o ar ao redor do corpo ao vento, se houver uma brisa na pele. Você pode trazer a consciência para toda e qualquer dimensão da experiência como a  sonora, a corporal, a da respiração, a mental, a do aqui-agora, já que todas estão se desdobrando a todo e qualquer momento e a cada passo.

Você pode até mesmo praticar a bondade amorosa ao andar, evocando a cada passo uma ou mais pessoas a quem você gostaria de dirigir essa qualidade. Você poderia passar por toda a sua família, uma pessoa por vez, e incluir você mesmo. Você também pode praticar a consciência sem escolha, descansando no espaço da própria consciência, permitindo que o interior e o exterior se dissolvam em apenas caminhar, conhecendo o momento, passo a passo.

O desafio da caminhada consciente é manter a mente e o corpo juntos no momento presente com o que está acontecendo.

Ao caminhar, apenas ande. Isso é muito mais fácil dizer do que fazer. É provável que você descubra que a mente está em todo lugar, quer ir para todo lugar. O desafio da caminhada consciente é manter a mente e o corpo juntos no momento presente com o que está acontecendo – o que está acontecendo, como em todos os momentos, é extremamente complexo.

Mas, ao caminhar, tentamos manter as sensações associadas ao andar no centro do campo da consciência e continuar a restabelecê-lo quando ele for desviado para outro lugar. Desta forma, não é diferente de qualquer outra prática de atenção plena e apenas sugere que o campo de consciência possa ser fundido ou expandido em qualquer grau com o que nos importamos.

Então, se você se importa em tentar, ou está praticando neste exato momento, entregue-se completamente à prática da meditação andando com o mesmo espírito de intencionalidade, propósito e aventura que quando você faz a meditação sentado(a) ou deitado(a). Tendo em mente que, para muitas pessoas, a meditação andando lenta e formal é um hábito que se adquire com o tempo.

Muitas vezes leva algum tempo para perceber seu valor profundo, mas quanto mais você pratica mesmo por curtos períodos de tempo, mais esse valor cresce em você. E lembre-se também de que você pode fazer o exercício em uma velocidade confortável para você e até mesmo correndo.

O ciclo da respiração e o nível da sua consciência podem variar, mas o coração da prática e a quietude dentro do movimento são os mesmos. Ela produz o mesmo espaço, a mesma luminosidade, o mesmo brilho, a mesma consciência que está disponível para nós em qualquer momento, à medida que nossas vidas continuam a se desdobrar a cada momento, de respiração em respiração e de passo a passo.

Por que praticar a caminhada consciente?

Estima-se que aproximadamente 90% da nossa atenção seja ocupada pelos nossos pensamentos. Isso deixa apenas cerca de 10% de nossa atenção para nossos corpos.

Ao manter nossa consciência em nossos corpos, sem forçar nada, podemos encorajá-lo a relaxar.

Meditação caminhando reúne nossa atenção no corpo em movimento, diminuindo a distração da mente deixada à própria sorte.

Quer se desloquem entre andares de um edifício, numa rua da cidade ou na praça ou bosque, é uma oportunidade para nos guiarmos para fora do mundo distraído em que vivemos durante a maior parte do nosso dia.

Se você gostou dessa prática, realize-a com regularidade para que os efeitos se tornem mais vivos em sua rotina.

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