1 de junho de 2019
Dia 2 – Sintonize-se com o corpo

Por Áthila Campos, PhD

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Série – Aprecie o Momento Presente

Dia 2 – Sintonize-se com o corpo

Neste Dia 2 de prática, reserve um momento para se conectar ao seu corpo e à sua respiração.

Saboreie o momento com esta meditação elaborada por Jon Kabat-Zinn.

São 20 minutos preciosos que ensinam você a se sintonizar com as sensações em seu corpo neste momento.

Reserve um tempinho para se conectar com seu corpo como ele é, permitindo-se estar onde você estiver, exatamente como você é, agora mesmo, sem julgamento.

Sintonize-se com o corpo

Sigas as instruções da melhor forma que puder:

1) Estabeleça a postura mais apropriada para este momento. Você pode realizar esta prática sentado ou de deitado. Experimente uma e  outra postura em momentos diferentes. Uma vez escolhida a postura, mergulhe na sensação da respiração, entrando e saindo do seu corpo, enquanto estiver sentado ou deitado. Entre em contato com as sensações associadas ao movimento da respiração, onde quer que estejam mais vívidas, seja nas narinas, na barriga ou no peito, ou em qualquer outro lugar. Acompanhe as ondas da sua própria respiração, momento após momento.

2) Experimente a plenitude da inspiração e da expiração no corpo. Mova  a atenção para as sensações da respiração e sustente-a da melhor maneira possível. Note o sentimento, a sensação física, a qualidade da respiração. Tenha consciência da respiração por si mesma.

3) Experimente mudar o foco principal de atenção. Note e registre mentalmente os pontos em que o corpo se conecta à cadeira ou ao chão. Atente-se às qualidades das sensações, sejam elas quais forem: se são sensações agradáveis, desagradáveis ou nem agradáveis nem desagradáveis (neutras). Apenas permita que elas sejam como são. Apenas observe que a respiração pode abranger as sensações de contato, de toque, de temperatura e pressão, dureza ou suavidade, quaisquer que sejam, e leve consciência a esses pontos de contato. Basta que as sensações sejam sentidas, reconhecidas e mantidas na consciência pelo que são, enquanto você descansa  no momento presente, momento a momento.

4) Permaneça com as sensações que surjam em seu campo de consciência em qualquer parte do corpo. Isso pode, de fato, ser um tanto intenso ou desagradável. Talvez devido à sua postura e ao aumento do tempo que o corpo esteja parado, haverá sensações que a mente pode ser tentada a rotular como desconfortável. Pode ser também porque há alguma condição dolorosa do corpo com a qual você esteja  lidando neste momento. Bom, em vez de reagir ou recuar ou distrair-se neste momento, como normalmente faria, ou ficar excessivamente preocupado(a) em querer que elas sejam diferentes ou que desapareçam. Mesmo com tudo isso, permaneça com as sensações o quanto possível para você.

5) Intencionalmente esteja aberto às sensações do corpo. Mesmo que soe estranho, faça amizade com elas mesmo que por um breve momento. Acolha-as no campo da consciência, no próprio corpo, onde quer que estejam. Acolhendo e reconhecendo essas sensações. Permitindo que elas sejam como são, suaves se forem suaves, moderadas se moderadas, intensas se intensas, agradáveis se agradáveis e desagradáveis se forem desagradáveis. Assim, é como se você estivesse pondo seu dedão do pé na água fria pela primeira vez, e aos poucos, se ambientando à temperatura, ao novo e ao desconhecido.

6) Por um breve momento, estenda o tapete de boas-vindas para quaisquer sensações. Especialmente para aquelas bastante intensas e desconfortáveis, torne-se mais íntimo delas ao longo de inúmeras sessões de meditação. Seja amigo delas, gostando ou não, perseguindo ou rejeitando, incluindo pensamentos e emoções vinculados. Trate isso apenas como um experimento. Escolha descansar, o melhor que puder, em uma consciência aberta e espaçosa do mundo sensorial, como é neste momento. E até mesmo investigar por si mesmo, especialmente se algumas das sensações se aproximarem ou forem francamente dolorosas. É a consciência dessa dor traduzida em sensações. Neste momento, a consciência dessas sensações experimenta algum sofrimento? E apenas se perguntando, vendo, sentindo, o que surge na consciência como resultado de tal investigação. Apenas olhando para a natureza da sensação intensa quando esta surge no momento.

7) Quando você estiver pronto novamente, traga sua atenção para todo o seu corpo. Acolha todo esse universo de sensações a que chamamos de corpo, percebendo como pano de fundo a sensação da respiração, em movimento para dentro e para fora. Mas agora, dentro de um contexto mais amplo, você respira e descansa na consciência do corpo como um todo, completo como é, no entanto, é a consciência abraçando o corpo, sentindo o corpo, cercando o corpo, banhando o corpo, fluindo através do corpo para qualquer lugar e, ao mesmo tempo, em todo lugar, assim como a respiração flui para qualquer lugar e está em toda parte.

8) Imagine sua pele respirando. E o sentimento do corpo respirando, sentado ou deitado. As várias sensações fluindo dentro do corpo, incluindo o senso de propriocepção (a posição do corpo no espaço) e a introspecção. O sentimento geral de como o corpo é, como você descansa em uma consciência ampla e receptiva, que por enquanto neste momento permite que tudo neste universo chamado corpo seja exatamente como é. E ser conhecido e mantido através de sua própria experiência somática direta não-conceitual. Aceite exatamente como é, com sua expressão de vida aqui, agora mesmo, neste momento. Aceite quaisquer que sejam seus pensamentos sobre as sensações, quaisquer que sejam as emoções que surjam à sua volta de tempos em tempos.

9) E descansando aqui neste conhecimento maior, totalmente incorporado, da pele até seus ossos e articulações, seus músculos e nervos. Uma consciência que preenche o milagre deste corpo exatamente como é, tão belo quanto é, inteiro como é, completo como é, momento a momento, momento a momento. E quando esse período de prática chegar ao fim, permita que essa consciência cultivada acompanhe você pra onde for. Ao passar do domínio do Ser e dar ênfase ao domínio do Fazer, você continuará em contato com o corpo. Com o corpo como um todo. Com o universo de sensações, dentro de cada momento, à medida que você percorre todas as várias atividades e demandas do seu dia.

Por que você deve se conectar com seu corpo

Vivemos em um mundo que exalta o pensamento – os sistemas de ensino priorizam o aprendizado acadêmico e a maioria das pessoas é treinada, quando jovens, para se identificar com o pensamento.

O pensamento excessivo não nos deixa sentir as ricas sensações que faz o viver pleno.

O pensamento excessivo não nos dá abertura à experiência completa e direta de estarmos  vivos.

O corpo é uma âncora natural para o aqui-agora.

O corpo nos oferece um contrapeso à mente volúvel e caótica que está continuamente se afastando do presente por meio de ideias e ruminações.

Na verdade, ao prestar atenção às sensações no corpo, cada experiência sai de nossas cabeças e passa para todo o nosso Ser.

Se você gostou dessa prática, realize-a com regularidade para que os efeitos se tornem mais vivos em sua rotina.

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